sexta-feira

Blog em reformulação

Democracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demoDemocracia é coisa do demo
Democracia
é coisa do demo
Qüêm é o demo?

Blog em Reformulação
Mudanças.
Aguardem

Cerveja com o Presidente

É verão no hemisfério norte. Tudo pode ser resolvido com cerveja.
No Brasil, o similar Café com o Presidente (http://www.presidencia.gov.br/noticias/cafe_presidente/).
Da hora do cafezinho, da pausa da tarde, do ímpeto escuso, do motor das repartições públicas, tudo termina em pizza.
Transfiguração do grão em carboidrato?
The Brazilian Way.

Entrevista de Borat com o Presidente Lula

Borat: "Olá, senhor presidente. Dizem que o senhor tem nome de comida. Como pode explicar isso?"
Lula: "É um apelido. Todos me conhecem pelo apelido de Lula."
Borat: "Apelido? Mas o senhor não tem outros apelidos mais interessantes, que ressaltam de modo pejorativo a sua estatura diminuta, sua mão falha, sua voz e seu modo de falar?"
Assessoria de Imprensa da Presidência da República: "O Presidente não se pronunciará sobre esse tema."
Borat: "Ok! Então nos diga, Lula, como é governar um país tão bem quotado nas rotas de contrabandos mundias?"
Lula: "É muito fácil. Eu tenho bastante apoio aqui."
Borat: "As pessoas gostam do senhor por aí?"
Lula: "É o que dizem as pesquisas."
Borat: "E o senhor também é muito simpático."
Lula: "Eu costumo fazer muitas piadas enquanto governo!"
Borat: "Então o senhor acha que governar é uma piada?"
Assessoria de Imprensa da Presidência da República: "O Presidente não se pronunciará sobre esse tema."
Borat: "Ok! Então vamos mudar de assunto. O senhor gosta muito de futebol, não é? Porque o senhor sempre usa o futebol nos seus discursos de governo?"
Lula: "Porque o curingão é o meu time do coração. Todos os brasileiros deveriam ser curintianos. Somos todos maloqueiros e sofredores!"
Borat: "O senhor falta no trabalho para assistir os jogos?"
Lula: "Não. Eu desmarco meus compromissos."
Borat: "Mesmo as viagens internacionais?"
Lula: "Elas não são compromissos."
Borat: "E o que o senhor fez na sua estadia na gloriosa nação do Casaquistão?"
Lula: "Posei para fotos."
Borat: "O senhor vai postá-las no Orkut?"
Lula: "Não. Ela vai pro album de viagens da família."
Borat: "E a viagem não rendeu negociações milionárias?"
Assessoria de Imprensa da Presidência da República: "O Presidente não se pronunciará sobre esse tema."
Borat: "Nem acordos internacionais?"
Assessoria de Imprensa da Presidência da República: "O Presidente não se pronunciará sobre esse tema."
Borat: "Como foi a troca de culturas com a grande nação do Casaquistão?"
Lula: "Ensinei alguns jogos de baralho para o seu presidente."
Borat: "Ele poderá usar isso para o seu governo!"
Lula: "E também comemoramos a festa junina no palácio de governo do Casaquistão."
Borat: "No que essa festa típica pode ajudar nosso grande país?"
Lula: "Eu ensinei todos a dançar quadrilha!"

A Grande Festa do Peão Boiadeiro

Caro leitor:
Você gosta de rodeio, carne, chapéu, facão e revólver?
Você gosta de peão, posseiro, fazendeiro, boiadeiro?
Pois saiba que você vive no país deles.
As metrópoles são meras vitrines de civilidade.
Quem manda no Brasil está no mato.
Ou no que restou dele.
Vide a reportagem.

quinta-feira

A Coréia do Norte e a lógica dos ditadores mimados

Pois é, gente, estamos pela décima-terceira vez nessa década com um alerta de guerra nuclear. Parece que nesses tempos atuais isso é cada vez mais banal. Emoções à vista.
A bola da vez é novamente a Coréia do Norte, filho bastardo dos bastardos de lá e da cá, mais um refugo da Guerra Fria, e vivência didática de paradoxos econômico-sociais.
À sua frente, o ditador Pyongyang, o nosso astro do post. Boa tarde, prezado ditador.
Permita-nos nossa bloganálise, nada geopolítica, sobre a crise nuclear. Enfoque lecospirístico.
Estamos no ano de 2009, vulga época de transição, mudança, de afirmação de conquistas mundiais e busca de novos patamares. Uma dessas conquistas mundiais é um ideal de civilização justa, igualitária, humana; nesse pacote vem o acordo de restrição de armas nucleares, um avanço de civilidade.
Enquanto que a ONU e a estrutura vigente estão sendo reformuladas e fortalecidas, certas nações ainda atuam com a lógica anterior à criação da ONU, sob a égide da ameça inconsequente, da queda de braço, do duelo de faroeste.
A Coréia do Norte ignora os reais instrumentos de negociação, e bate de frente contra um conjunto de nações, com um legítimo calor de tango. Qual a única explicação razoável para arriscar a sua integridade, as suas relações econômicas, o seu povo e o seu sossego?
Uma personalidade inflexível, teimosa, resmungona: Pyongyang.
Como uma criança mimada, o ditador norte-coreano quer ganhar as coisas nos berros, nos gritos e nos choros de urânio. Se reclamam, ele esperneia. Se chamam sua atenção, ele ignora e continua jogando seu videogame (nuclear).
No mais belo estilo The Nanny, a Coréia do Norte vai na (pré)contramão das relações mundiais, chamando a atenção da comunidade mundial com atos maleducados e peraltas.
No pacote de soluções, será necessária a Pedagogia Waldorf para a ONU resolver o dilema.
E nós, pobres espectadores das traquinices de Pyongyang, devemos ignorar seus feitos, para ele não ter a atenção tão desejada?
Apesar das dimensões, é apenas um caso de uma criança mimada. Pena que seus brinquedinhos são um pouco perigosos...

terça-feira

3 anos de Maio Sangrento

"O Brasil é um país hospitaleiro. Suas terras são verdes, seu mar azul, o sol aponta no horizonte quase o ano todo. Nossas praias são lindas, nossas mulheres deslumbrantes, nosso povo alegre e hospitaleiro. No Brasil não há terremotos, maremotos, furacões. O Brasil é um país pacífico, aqui não há guerras civis ou raciais, e repudiamos o terrorismo."
Alguém se lembra dessas palavras? Todos ouvimos isso quando crianças. Todos divulgamos isso quando adolescentes. É a cartilha ideal para turistas.
Pois é, o Brasil não é mais assim. Talvez nunca tenha sido.
Hoje vemos tempestades tropicais em Florianópolis, tremores de terra em Mato Grosso, secas e inundações no interior do país. E, claro, mulheres esteticamente prejudicadas no Largo da Batata/SP.
E também vemos guerra civil e terrorismo.
Em 2006, houve uma onda de atentados pelo PCC, com direito a toque de recolher, churrasquinho de ônibus, e cotidiano palestino. Criou pânico na população, desnudou a inépcia governamental, justificou uma reação butal da polícia, e deixou um gosto amargo no inconsciente coletivo. Foi o chamado "maio sangrento".
Eu vivi intensamente aqueles dias negros. Caí nos boatos, reencontrei meu selvagem da caverna. Um belo dia de fúria e paranóia.
E o que levamos disso?
O mais completo retrato do caos social, da crise humana, do pós-modernismo.
A falácia brasileira.

quinta-feira

Escândalo das passagens aéreas

De novo?

Mal tenho tempo de escrever minha epopéia poética sobre células-tronco, e vem outro escândalo!

Que a corrupção é banalizada, todos nós já sabemos.

Mas essa overdose de divulgação de escândalos é uma estratégia da imprensa para nos sentirmos vivos, esclarecidos, atuantes! Um orgasmo cidadão!

Sensação de dever cumprido. Mera crítica moribunda das instituições!

Mais à fundo, à direita, podemos encontrar a preguiça de pensar, a covardia do viver.

Afinal, qual o objetivo que leva uma pessoa a se candidatar ao Poder Legislativo?

Votar nomes de rua?

Fazer quórum para os projetos ganhos?

Encontrar amigos?

Passar as tardes num lugar legal?

Nada disso. É tudo por causa das regalias. Vida boa, bom vinho, boas mulheres.

Idealismo é coisa do passado. Nem mais no rock se encontra muito.

Por isso, use a tática de guerrilha.

Adote uma àrvore. E faça dela sua moradia.